(Por: Bianca Oglouyan / Vanilla Caffè Franchising)
Crise antagônica no Brasil: de um lado as empresas varejistas simplesmente demitindo ou confabulando grandes planos de demissão voluntária, arrochando salários, cortando benefícios, reduzindo custos por todos os lados (reflexo da crise nos EUA, onde a queda das vendas em Dezembro foi de 2,7%), reengenharia, downsizing....cedendo às especulações e quebras internacionais, medo!
Por outro lado, os números na maioria dos segmentos são animadores por aqui:
Segundo o IBGE entre Outubro e Novembro de 2008, houve alguns resultados negativos, como nos setores de: equipamentos de escritório, informática e comunicação (-9,8%); tecidos, vestuário e calçados (-5,5%); móveis e eletrodomésticos (-3,3%), veículos e motos (-7,0%), material de construção (-1,4%).
Porém, alguns segmentos tiveram crescimento bastante expressivo no período: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,6%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,3%).
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foram um caso a parte e tiveram crescimento de 6,0% em relação a novembro de 2007, superando a taxa do comércio varejista (de 5,1%).
...E números surpreendentes vieram na seqüência; as vendas de Natal foram 3,5% maiores do que no ano passado após um Novembro com queda de 0,7% (IBGE).
A crise afetou significativamente a indústria de bens duráveis, mas nem tanto o setor varejista e, talvez, esse excesso de cautela vindo do pessimismo realmente vire uma bola de neve: do desemprego à desaceleração da economia.
Se todo o setor varejista resolver seguir os exemplos de alguns e enxugar tudo...morreremos de sede, o consumo de fato será desestimulado.
Temos que transformar 2009 em um ano otimista, cortar custos sim, mas acreditar nos números, abraçar as oportunidades; a briga será boa e provável que se mantenham impávidos os que souberem conduzir o curso dessas águas turbulentas!!!

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